Dioniso era um dos mais festejados deuses gregos. Simbolizava o desejo incontrolável, a irregularidade, o êxtase e a fertilidade. Todos os anos, os gregos se reuniam em festas em sua honra. No mais importante evento dedicado ao deus, as celebrações duram seis dias e incluíam canções, vinho, procissões, danças, hinos, encenações. E mais vinho. Em comemoração ao deus, homens e mulheres bebiam até sair de si e se estatelar no chão. O porre era tido como um mergulho do deus Dioniso em seu adorador. Era um carnaval e tanto. Só no festival de 404 a.C. compareceram mais de 14 mil atenienses. Organizavam-se animados cortejos com pênis gigantes e orgias eram promovidas. Animais era sacrificados e realizavam-se competições para ver quem tomava três litros de vinho mais rapidamente. Os últimos dois dias eram reservados para a apresentação de peças de teatro, que começavam pela manhã e acabavam no meio da tarde.
Quase sempre, o deus era representado nos campos junto com uma turma da pesada. Os sátiros eram seres animalescos que representavam as forças da natureza, paixões e emoções e sempre apareciam com o pênis ereto. Havia também as bacantes, entidades femininas de cabelos soltos e flores no cabelo; os centauros, meio homem, meio cavalo, adoravam ficar bêbados e Pã, que, com pernas de bode e sua flauta,assaltava sexualmente qualquer um que cruzasse sua frente.
Dioniso era tido como o inventor do vinho. Um dia, quando estava acompanhado dos sátiros, foi levado para dentro de uma gruta. Lá colheu alguns cachos de uva, espremeu as frutinhas em taças de ouro e bebeu o suco em companhia da sua corte. Embriagados, dançaram vertiginosamente até caírem no chão completamente fora de si.

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